“Fui protagonista no Bahia e no Vitória”, diz Preto Casagrande

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Preto Casagrande está marcado nas lembranças do torcedor baiano. E em entrevista exclusiva para a equipe dos Galáticos, o ex-jogador que é ídolo das duas grandes torcidas do estado, relembrou sua carreira.

Nascido no sul do país, foi ainda jovem para o Vasco, onde se profissionalizou. Mas logo se transferiu para o Vitória, onde marcou história.

“Me profissionalizei com 19 anos, no Vasco, em 1994. Dois anos depois cheguei no Vitória e passei 3 anos lá. Conheci o Artuzinho quando ele estava no final da carreira e eu iniciando, jogamos o Campeonato Carioca juntos. Quando terminou, o Vasco comunicou que não me aproveitaria no Brasileiro. Artuzinho tinha ido para o Vitória e me convidou”, continua;

“O Vasco não queria me liberar, tive que inventar uma história de que iria parar de jogar futebol. Falei com o Eurico e depois disso tudo, consegui ir para o Vitória”, disse.

Campeão brasileiro pelo Santos, ele teve a honra de usar a imortalizada camisa de Pelé, o rei do futebol. Foi lá onde ele teve um de seus melhores anos como jogador profissional. Assim como no Bahia em 2001, onde ele se destacou.

“O ano de  2004, com a camisa 10 do Santos, onde fui titular e Campeão Brasileiro foi sensacional. Em 2001 também joguei demais pelo Bahia, se eu atuasse no eixo Rio-São Paulo, tenho certeza que seria convocado para a seleção Brasileira”.

Segundo ele, pelo excelente ano que teve em 2001, merecia uma chance na seleção Brasileira.

“Eu era o protagonista no time do Bahia em 2001, todos foram bem e foi um ano muito bom, quase chegamos à semi-final do Brasileiro. Eu atuei muito bem e encarei de frente a responsabilidade. Volto a dizer, se eu atuasse no Rio ou São Paulo, teria ido para a Seleção brasileira”.

Tendo treinado com muitos técnicos ao longo da carreira profissional, ele revela quem são seus preferidos.

“Tive dois treinadores nota mil. O Evaristo de Macêdo e o Wanderlei Luxemburgo. Cada um com sua personalidade e métodos de treino, mas eles me ensinaram bastante e marcaram minha carreira”.

Preto fez questão de falar que jogava em qualquer lugar do meio-campo. mesmo sendo volante de ofício, sua grande qualidade técnica fazia os treinadores usarem ele como armador.
 
“Em alguns momentos, alguns treinadores me colocaram para jogar com a camisa 10. Eu joguei em todas as posições no meio-campo e as coisas sempre foram bem, graças a Deus. Por isso o torcedor tricolor tem tanto carinho por mim”.

Ao ser perguntado porque deixou a carreira como treinador de forma tão precoce, Preto revelou que foi uma experiência intensa, mas que não voltará a treinar.

“Ser treinador é coisa pra maluco. Eu precisava viver aquele momento. Eu não tenho dúvidas de que seria um dos melhores se eu me dedicasse, mas é desumano o que os dirigentes de futebol fazem com os treinadores no Brasil. Não penso em voltar a treinar”, que complementa;

“A maior mentira do mundo é esse curso de treinador da CBF”.

Perguntado sobre sua relação com o Vitória e a torcida, ele é enfático em demonstrar carinho e gratidão. Mas não deixa de demonstrar identificação com o Bahia, onde teve grande destaque e se tornou ídolo da torcida.

“Eu sou muito grato pelo Vitória. Eu digo que o início da minha carreira foi no Vitória. Foi cheio de conquistas e polêmicas, mas tenho muito respeito pelo clube e pela torcida. Fui bi-campeão do Nordeste e Baiano”, continua falando;

“O mesmo carinho que tenho pelo Bahia, eu tenho pelo Vitória. Se não fosse o Vitória, em vez de ser profissional do futebol, eu estaria carregando malas no hotel em Cascavel-PR”.

Por fim, ele falou sobre seu amor por Salvador e pelo estado da Bahia.

“Graças a Deus sou muito feliz em Salvador, meus dois filhos são soteropolitanos e não pretendo sair da Bahia tão cedo”.

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