Trabalho pode ser aliado na saúde mental

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Trabalhar ajuda a se manter produtivo nesse período de incertezas geradas pela pandemia de Covid-19, mas é preciso cuidados para evitar excessos e buscar adaptação para novos modelos, como o home office

O trabalho é uma parte importante da vida e é fonte de realização, sustento e crescimento. Manter a atividade laboral saudável auxilia na manutenção da saúde mental e até mesmo na prevenção doenças degenerativas, como as demências. Nessa época de incertezas e preocupações causadas pela pandemia, trabalhar é importante para  manter a produtividade e ocupar o tempo de forma saudável. O home office, modelo que ganhou uma proporção inesperada e repentina diante do cenário, atual, porém, requer cuidados para que não se torne desgastante para o trabalhador.

Nos últimos anos, as estatísticas apontam que os transtornos mentais figuram entre as principais causas de afastamento do trabalho no Brasil. O aumento de jornadas exaustivas, imposição de metas abusivas, falta de reconhecimento e autonomia no ambiente de trabalho são algumas das possíveis causas de tantos afastamentos ligados à saúde mental.

Este cenário já existia antes da pandemia e, com a mudança do modelo de trabalho para a prevalência do home office, o excesso de jornada e de  cobrança por resultados, diante do cenário econômico, pode se ampliar.

“O excesso de auto cobrança e uma tentativa desenfreada de querer responder a demanda de um ‘outro Institucional’ como forma de validar seu trabalho, ultrapassando assim seu próprio limite e negligenciando sua vida social e lazer, contribuem para o adoecimento”, a alerta o psicólogo e diretor técnico da Holiste Psiquiatra, Ueliton Pereira.

Ele ressalta que as doenças mentais associadas ao trabalho mais comuns são depressão, transtorno de pânico, ansiedade e síndrome de bournout.

Ueliton destaca ainda que a doença laboral se caracteriza quando os sintomas surgem decorrente a rotina do trabalho e envolvem o ambiente e qualquer assunto referente ao trabalho. Quando a rotina doméstica se confunde com a rotina laboral, isso pode ser agravar.

Síndrome de Burnout

O conceito mais usado para Síndrome de Burnout é um estado físico, emocional e mental de exaustão extrema, que resulta do acúmulo excessivo em situações de trabalho emocionalmente exigentes e principalmente estressantes, que demandam muita competitividade ou responsabilidade.

“A principal causa da doença é justamente o excesso de trabalho. Geralmente começa com uma crise de ansiedade ou pânico, para depois se desenrolar como a Burnout”, completa Ueliton Pereira.

O psicólogo da Holiste Cláudio Melo enfatiza a importância de se manter uma rotina organizada.

“A chave é definir prioridades, o caminho a ser seguido e o tempo em que pretende alcançar seu objetivo. Pode-se enumerar todos os afazeres profissionais e pessoais em uma lista, definindo a importância de cada um deles. Depois, definir aquilo que vai cumprir ao longo do dia ou sua semana, o nível de importância de cada uma delas e a respectiva ordem de execução, partindo para a próxima tarefa somente após concluir a anterior”, sugere.

Cláudio ainda salienta que é fundamental que os ambientes de convívio e trabalho estejam organizados.

“A organização destes ambientes torna o dia a dia mais fácil, otimiza os processos e auxilia a produção. Além disso, um ambiente desorganizado causa sensação de angustia, enquanto ambientes organizados causam bem-estar”, completa.

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